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Crédito Rural

Inadimplência rural do AM: 15% mesmo com Selic a 14%

Inadimplência rural do AM segue em 15%, mesmo com Selic caindo a 14% e Plano Safra de R$ 525 bi. Amazonas é o 2º pior do país.

RA
Redação Agrovia
Editorial
7 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Fazenda de gado às margens do rio Amazonas no Bailique — inadimplência rural do AM segue em 15% mesmo com Selic caindo a 14% em 2026
Fazenda de gado às margens do rio Amazonas no Bailique — inadimplência rural do AM segue em 15% mesmo com Selic caindo a 14% em 2026
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Inadimplência rural do AM: 15% mesmo com Selic a 14%
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A inadimplência rural do Amazonas atingiu 15% no primeiro trimestre de 2026 (Serasa Experian), quase o dobro da média nacional (8,8% · recorde histórico). Mesmo com o Copom cortando a Selic a 14% pela 4ª vez consecutiva e o Plano Safra 26/27 liberando R$ 525 bi, o produtor amazonense segue como 2º pior pagador do país — atrás só do Amapá.

Os dados da Serasa Experian divulgados em 14 de julho confirmam o Amazonas como o 2º pior pagador do país no campo: 15% dos contratos rurais estão em atraso, atrás apenas do Amapá (21,2%). A média nacional bateu recorde histórico em 8,8% — o produtor amazonense está 6,2 pontos percentuais acima. O corte da Selic pelo Copom a 14% em 6 de agosto reduz o custo do crédito novo, mas não resolve o passivo herdado.

Por que a inadimplência segue alta

O Copom cortou a Selic pela 4ª vez consecutiva, levando a taxa a 14% ao ano. Contratos antigos, porém, foram fechados a 15% ou mais — a renegociação depende de linhas específicas (MPV 1.376/2026 e lei estadual espelho do AM, com vigência até 31/03/2027), não do movimento do Copom.

Plano Safra 26/27 e o hiato estadual

O Plano Safra 2026/27 libera R$ 525 bilhões ao país, sendo R$ 97,3 bi para agricultura familiar (Pronaf). No Amazonas, o produtor acessa a linha via Banco da Amazônia, Banco do Brasil e AFEAM. A AFEAM opera com R$ 75 mi/ano — insuficiente para responder à demanda estadual represada.

4 movimentos para o produtor

  • Verificar enquadramento na MPV 1.376/2026 — renegociação de dívidas rurais atingidas por clima extremo.
  • Cruzar com a lei estadual espelho (vigência até 31/03/2027) — dupla janela de socorro.
  • Buscar Pronaf 26/27 no Banco da Amazônia — juros reduzidos pela nova Selic; em muitos casos vale mais que renegociar.
  • Documentar perda de safra (estiagem, cheia, registros de defesa civil) — habilita renegociação com base em evento climático.

A inadimplência rural do Amazonas é sintoma estrutural, não conjuntural. Quem aguarda "melhora do mercado" perde a janela das MPV vigentes.

Como isso afeta você

Se você tem dívida rural em aberto no Amazonas — 15% da carteira estadual está inadimplente — vale acionar as duas janelas: MPV 1.376/2026 federal e a lei estadual espelho (até 31/03/2027). Documente perdas por evento climático (defesa civil, laudos), procure enquadramento no Pronaf 26/27 com Selic nova a 14%, e negocie contrato antigo. Escritório especializado ajuda em defesa administrativa contra execução e em estruturação de renegociação com bancos operadores.

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