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Política

O que a próxima bancada do AM vai enfrentar em Brasília

A agenda pesada do Senado 2027-2031: Reforma Tributária, Marco Temporal, EC 144, Licenciamento e o que cada voto amazonense vai custar.

RA
Redação Agrovia
Editorial
13 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Plenário do Senado Federal em Brasília durante sessão deliberativa ordinária — arena em que os senadores amazonenses vão votar a agenda 2027-2031
Plenário do Senado Federal em Brasília durante sessão deliberativa ordinária — arena em que os senadores amazonenses vão votar a agenda 2027-2031 · Wikimedia Commons · Agência Senado · CC BY 2.0
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O que a próxima bancada do AM vai enfrentar em Brasília
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Os dois senadores que o Amazonas eleger em 4 de outubro tomarão posse com uma agenda legislativa acumulada — muitas dessas pautas em disputa aberta desde 2023. Nos próximos quatro anos, a bancada amazonense de duas cadeiras vai votar a regulamentação complementar da Reforma Tributária, os desdobramentos do Marco Temporal em julgamento no STF, a lei complementar que ainda falta pra Emenda Constitucional 144, os próximos capítulos da Lei Geral do Licenciamento e uma série de projetos que atingem direto o agro amazônico. A Agrovia mapeou o que vem — e como Braga, Wilson Lima, Plínio e Alberto Neto votaram no passado recente em temas correlatos.

Os dois senadores que o Amazonas eleger em 4 de outubro assumem em 2027 com agenda federal em curso. Renovam-se as cadeiras de Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB), ambos à reeleição, contra Wilson Lima (União Brasil) e Capitão Alberto Neto (PL).

ZFM na Reforma Tributária

A EC 132/2023, relatada por Braga, depende da LC 214/2025 e do PLP 108/2024. A Fiesp questiona os créditos presumidos da Zona Franca; a Receita editou o PLP 192/2026, com brecha pra leitura restritiva do PIM. Braga defende proteção até 2073. Plínio votou SIM na EC 132. Alberto votou NÃO à EC 132 e ao PLP 68/2024 e faz bandeira de blindar o polo contra o PLP 192. Wilson não tem histórico federal.

Marco Temporal, Terra Cidadã e licenciamento

A Lei 14.701/2023 (Marco Temporal) segue no STF; a EC 144/2026 (Terra Cidadã), promulgada em maio, dispensa a inalienabilidade em títulos de política pública mas depende de LC; e a Lei 15.190/2025 teve 52 de 62 vetos derrubados em 27/11/2025, restaurando a LAE. Em ago/2026 o STF validou por 6 a 3 a Moratória da Soja (ADIs 7774 e 7775). Braga foi o único senador do AM a votar NÃO à Lei 14.701 (27/09/2023) e apoiou EC 144 e Lei 15.190. Plínio votou SIM em ambas. Alberto votou SIM ao PL 490/2007 (base do Marco), à EC 144 e à Lei 15.190, e relata o PL 4994/2023 (BR-319). Wilson alinhou o Executivo estadual à agenda do Marco.

4 pautas em jogo

  • ZFM pós-Reforma — EC 132 define o modelo do PIM até 2073.
  • Marco Temporal — decisão do STF atinge CAR e regularização.
  • Licenciamento — LAE contestada; PL 4994/2023 amarra a BR-319.
  • Código Florestal — Lei 12.651/2012 sob pressão de revisão da reserva legal de 80%.

Duas cadeiras em 81, voto decisivo em PIM, fronteira agrícola do sul e segurança jurídica. Incumbentes no Radar do Congresso; estreantes na Agrovia Política.

Como isso afeta você

Se você acompanha a política setorial do agro amazônico, a leitura da agenda federal é decisiva. Metade das pautas que decidem preço, licenciamento, crédito e regularização fundiária no Amazonas passa pelo voto de dois senadores. Nos próximos 4 anos, essas mesas de votação vão redesenhar o marco regulatório da atividade agrária e da Zona Franca — vale acompanhar cada uma pelo histórico de posicionamento dos candidatos.

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