A varredura fundiária federal fiscaliza desde janeiro/2026 os 31 mil imóveis rurais de até 4 módulos fiscais na Amazônia Legal com pendência no Cadastro Ambiental Rural. O STF, na ADPF 743 (rel. min. Flávio Dino), homologou planos de MT e PA e deu 30 dias ao Amazonas pra adequar o seu. Meta: R$ 600 mi do Fundo Amazônia, R$ 150 mi já liberados.
A varredura fundiária coordenada pela União e pelos estados na Amazônia Legal mira 31 mil imóveis rurais com irregularidades no Cadastro Ambiental Rural ou no SIGEF. Ao julgar a ADPF 743 (rel. min. Flávio Dino), o STF homologou os planos de Mato Grosso e do Pará e deu 30 dias ao Amazonas para apresentar plano adequado.
O que a varredura cruza
A operação, em curso desde janeiro/2026, integra três bases federais: o CAR (declaração ambiental), o SIGEF (georreferenciamento dominial) e o CNIR (Cadastro Nacional de Imóveis Rurais). O cruzamento identifica sobreposições, dupla titulação, CAR sem lastro dominial e imóveis com passivo florestal não regularizado. Foco em propriedades de até 4 módulos fiscais.
Por que o STF pressiona o AM
A ADPF 743 obriga os estados amazônicos a apresentar plano de regularização com meta quantificada de análise e validação de CAR. MT e PA entregaram planos considerados suficientes; o Amazonas ficou atrás. Sem plano no prazo, o Estado pode ser incluído em medida cautelar e perde acesso aos R$ 600 mi do Fundo Amazônia destinados ao ciclo 2026/27 — R$ 150 mi já foram liberados aos que se adequaram.
- ▸Imóvel na fila: propriedade de até 4 módulos fiscais com CAR pendente ou inconsistente pode ser notificada antes do fim de 2026.
- ▸Retificação sob prazo: sobreposição SIGEF-CAR-CNIR gera exigência com prazo curto; sem resposta, o imóvel entra em plano de embargo.
- ▸Passivo florestal: pendência em Reserva Legal ou APP vira condição para manutenção do CAR ativo — sem PRAD ou adesão ao PRA, o cadastro pode ser cancelado.
A varredura virou instrumento estruturante da política ambiental federal na Amazônia. Produtor com CAR pendente, sobreposição ou passivo de RL/APP precisa se antecipar — a notificação vem sem aviso prévio e o prazo de defesa é curto.
Se você tem imóvel rural na Amazônia Legal com até 4 módulos fiscais e CAR pendente, inconsistente ou com passivo florestal, a varredura fundiária pode chegar em qualquer momento. Vale antecipar: rodar diagnóstico técnico de CAR × SIGEF × CNIR, contratar PRAD se houver passivo, aderir ao PRA se houver Reserva Legal ou APP a regularizar. Escritório especializado atua em defesa administrativa contra notificação, cassação de CAR e cadeia de titulação questionada.
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